segunda-feira, 18 de outubro de 2010

As Horas Extraordinárias.

Para mim foi sempre uma canção. Sempre. O mote acima é muito antigo. De quando ouvia Sérgio Godinho e acreditava, de quando algumas palavras que eram ditas me pareciam ser à uma as primeiras e as últimas.
Hoje já não é assim. A canção mais ouvida na minha playlist chama-se "As Despesas Extraordinárias". Tem várias frases chave e a rima é perfeito, diz qualquer coisa sobre quem está primeiro, e claro que isto vai acabar por rimar com dinheiro, algum dinheiro, não tanto assim mas o bastante para que o colarinho sofra, o sorriso se desfaça. Falamos de várias coisas, nenhuma delas desprezável, todas elas com a sua necessidade em deriva de coisas que se foram acumulando num tempo em que o dinheiro era mais. Caprichos? Ná. Um violoncelo 3/4, um aparelho para a fileira superior de dentes da, o arranjo definitivo da galeria de para que a sua venda seja.

Um IRS dois meses seguidos é dose. E ando escasso de tupperwares.

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