quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Faria Guimarães e um fim.

Em Faria Guimarães moravam os pais de. Fiz-me funcionário dos TLP - ainda se chamaria assim a empresa - para obter um contacto telefónico que posteriormente me serviu para convidar para jantar a pessoa de que não falo. Mereci parte do ódio que depois veio. O pai era uma jóia de homem, conheci-o em alguns almoços de "família". Era homónimo de um ex-Presidente da República. Um dia esteve perdido para os seus só porque desapareceu com umas estrangeiras a quem o carro se tinha avariado. Voltou noite dentro, o carro consertado, sem mais, as estrangeiras como se filhas dele. Era uma figura simpática, redonda, calada, tímida. Não a mãe, uma pequena mulher que o era também do seu nariz.
A bondade - no sentido de "as coisas que são boas" - reside nos recantos mais escuros. O dia que fui buscar as minhas coisas à Maia, donde tinha saído, pela primeira vez vi na casa abandonada um retrato destes pais. A dor induzida levara ao refúgio e à busca da tábua de salvação. Sendo que o porto mais óbvio era em Faria Guimarães.

Sem comentários:

Enviar um comentário