domingo, 14 de novembro de 2010

Vamos?

Vamos esquecer as metáforas à Fernando Tordo. Vamos esquecer as estranhas simetrias. Segunda feira vai entrar para um bloco operatório o ventre de onde saiu a minha filha. Operação final que torna terminal, fim de linha, um aspecto da viagem havida. Há muitas formas de parar. Ainda mais outra aqui encontrámos. Que vida!
Achei, um pouco desconvencido, mas achei, que esta doença do meu pai, surda, mal apresentada, algo confusa, podia ser o princípio do fim do útero paterno que esse também existe, e mais forte se torna com os anos. Afinal não. Não há simetria desta vez. O meu pai já está em casa e bem, aproximadamente.
Não há alegria sem culpa. Mas senão fosse assim, não haveria alegria, é o que tenho aprendido. E eu preciso desesperadamente de voltar a ser alegre, ser contente, ser eu gente normal e para cima bem disposta...

Da felicidade não falo.

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